Mais que um objetivo, o orgasmo é a junção de diversas estratégias e evoluções do desejo entre os sexos
Há quem diga que hoje as mulheres só pensam em sexo. Até certo ponto essa afirmação tem fundamento a medida em que a igualdade dos sexos se firma em diversas áreas da vida, inclusive a sexual, mas, quando o assunto é orgasmo, as preocupações se diferenciam.
Um estudo conduzido pelo neurocientista holandês Gert Holstege, da Universidade de Groningen, apresentado na reunião anual da Sociedade Européia de Reprodução Humana e Embriologia, na Dinamarca, verificou quais as sensações no corpo e na mente de homens e mulheres durante as preliminares, o clímax e o repouso no ato sexual.
Na pesquisa, enquanto a mulher acariciava o parceiro, o cérebro dele era vasculhado por um aparelho de tomografia. A máquina registrou as regiões ativadas até o clímax. Em seguida, houve uma inversão de funções. “A mulher quando está perto de chegar ao orgasmo, sua pressão arterial sobe, o coração bate mais forte e os músculos da bacia se contraem”, avaliou Gert. O aparelho investigou os mínimos detalhes do córtex (área do cérebro responsável pelas sensações), a fim de desvendar o segredo que instiga os seres humanos quando experimenta o ápice das sensações. Resultado: nos homens a rapidez do orgasmo impediu maiores conclusões sobre a atividade cerebral.
Conta à lenda que Lilith, a primeira mulher de Adão, foi expulsa do paraíso porque não aceitava ser passiva durante as relações sexuais. A lenda reflete uma época onde o machismo já era evidenciao antes mesmo do mundo ser povoado.Já na época da inquisição, as mulheres que sentiam o orgasmo eram tidas como bruxas e acabavam condenadas às fogueiras.
Segundo o historiador norte-americano Morton Hunt, os registros desse período revelam muitas cenas de intimidade entre casais, mas não dá pra saber exatamente como eram os relacionamentos e sentimentos amorosos nesta época. “Não temos como saber quais eram as motivações da escolha erótica nessae período da história, mas concluímos que quanto mais primitivas as relações sociais, mais instintivo o sexo deveria ser” diz.
Nos dias atuais o assunto está longe ser tabu como já foi há alguns anos.De forma bem humorada e científica as autoras do livro Por que os homens fazem sexo e mulheres fazem amor?, Allan e Barbara Pease, apresentam dados e resultados de pesquisas científicas sobre as diferenças sexuais entre homens e mulheres atualmente. Segundo as autoras, o homem busca, através do sexo, liberar a tensão. Com a mulher acontece o contrário: ela precisa de carinho e envolvimento amoroso por um bom tempo, até que sinta a excitação aumentar. A maior parte das mulheres precisa pelo menos, 30 minutos de preparação até estarem prontas para sexo. Para os homens bastam apenas 30 segundos.
Um homem saudável consegue em média ir do repouso ao orgasmo em dois minutos. Para uma mulher saudável, a média é de 13 minutos. Dependendo da idade, estado de saúde, espírito e disposição. Muitos homens podem fazer sexo várias vezes por dia, mantendo a ereção durante variados períodos de tempo. Nada comparável ao desempenho do babuíno africano, que precisa apenas de 10 a 20 segundos e de 4 a 8 movimentos pélvicos pra consumar o ato sexual. Já no rato do mato, sua capacidade sexual é de 400 relações num período de 10 horas. No entanto, o recorde do reino animal é do camundongo, que atinge cerca de 100 relações por hora.
A igualdade dos sexos está longe de existir, mas, são essas diferenças que tornam ambos dependentes na hora do prazer. Sexo prazeroso faz muito bem à saúde. Protege o coração, emagrece, eleva a auto-estima, melhora o humor e diminui a incidência de doenças. Nessa hora o mapa erógeno de cada pessoa é único. Um beijo no pescoço, por exemplo, em algumas pessoas é correspondido com excitação, já em outras podem dar cócegas.
Por isso, conhecer a si e ao outro é indispensável. Amar é a eterna busca de dar e receber o prazer que o seu parceiro ou parceira merece. Portanto, não existe fórmula mágica. Conversa + ação possivelmente são os caminhos a serem seguidos para encontrar a verdadeira satisfação sexual. O prazer é apenas a finalização de tudo isso.



O Dia Mundial Sem Carro é um movimento que começou em algumas cidades da Europa nos últimos anos do século 20, e desde então vem se espalhando pelo mundo, ganhando a cada edição mais adesões nos cinco continentes. Trata-se de um manifesto/reflexão sobre os gigantescos problemas causados pelo uso intenso de automóveis como forma de deslocamento, sobretudo nos grandes centros urbanos, e um convite ao uso de meios de transporte sustentáveis – entre os quais se destaca a bicicleta.































